Este
artículo fue tomado de la página Web de NTC (Asociación Nacional de
Transporte de Cargas - BRASIL). Una noticia corresponde al 21 de julio y
la otra al 4 de agosto del presente año (2003).
Transportistas
brasileños preocupados por las demoras en las fronteras.
1600
camiones son retenidos en fronteras por demoras en las tramitaciones aduaneras.
Los
empresarios brasileños estiman en U$S 8.000.000 por mes el costo de estas
demoras producidas por medidas de los
fiscales
del Tesoro Nacional.
(A
continuación la versión original en portugués).
21/07/03:
Transportadores
internacionais de cargas querem providências para situação nas fronteiras.
A
NTC e a ABTI (Associação Brasileira dos Transportadores Internacionais)
solicitaram ao ministro Antonio Paolocci, da Fazenda, providências para a retenção
de caminhões nas aduanas de fronteiras do Brasil com os demais da América do
Sul, em função do movimento dos auditores fiscais do Tesouro Nacional.
Uma
das providências sugeridas pelas duas entidades encontra-se a aplicação dos
dispositivos previstos na Instrução Normativa SRF nº 106, de 25/08/98, bem
como do Ato Declaratório nº 124, de 17/09/98. "O sistema normal de
parametrização do SISCOMEX deve ser garantido, não pode ser afetado pela
operação padrão, devendo os despachos no canal verde, serem liberados de
imediato", defendem as duas entidades.
No
documento encaminhado a Paolocci (e a outros Ministérios como Casa Civil, Relações
Exteriores, Desenvolvimento e Comércio Exterior e dos Transportes, e órgãos
como Secretaria da Receita Federal e Agência Nacional dos Transportes
Terrestres - ANTT), os presidentes das duas entidades, respectivamente, Geraldo
Vianna e José Dorneles Michelon, alertam que a situação é preocupante, tanto
sob ponto de vista dos prejuízos que ela causa aos transportadores de cargas e
ao comércio exterior. "Nos movimentos paredistas anteriores, que foram
muitos, o setor de transporte amargou um custo altamente significativo, que
nenhum outro setor econômico ou o próprio governo ressarciu. O custo diário
de um veículo parado nesses diversos pontos de fronteira é na ordem de US$
170,00. Isso computando somente o veículo, sem mencionar a carga transportada e
todas as conseqüências decorrentes do não cumprimento de contratos",
informam os presidentes das duas entidades.
De
acordo com o documento, nos 11 pontos de fronteira do Brasil com os demais países
sulamericanos passam mensalmente cerca de 36 mil veículos. "Cada dia de
paralisação dos servidores públicos em fronteira representa 1.600 veículos
parados, perfazendo um custo diário de US$ 272.000,00", assinala o
documento.
De
acordo com o documento, desde 14 de maio já se somam 16 dias de paralisações
declaradas, intercaladas com a operação padrão. "Não sabemos precisar o
que é mais danoso ao sistema de transporte de carga. Ocorre que, nas paralisações,
declaradas, o funcionário efetivamente não trabalha; já na operação padrão,
não declarada, ele apenas dá a entender que trabalha", diz o documento,
ressaltando que os transportadores internacionais de cargas exercem uma
atividade que, além de estratégica, é muito sensível. "O condutor do veículo,
que está na estrada há muito tempo, longe de sua família e submetido a toda a
sorte de percalços, não vê a hora de voltar para casa. Porém, ao tentar sair
do país ou ingressar nele com carga de exportação ou importação, se vê
impedido de cruzar a fronteira e chegar ao seu destino", diz o documento.
Para
agravar a situação, a maioria dos pontos de fronteira não conta com
infra-estrutura suficiente para garantir condições mínimas de higiene,
alimentação e segurança aos condutores, lembram as duas entidades.
04/08/03:
Transportadores
perdem US$ 8 milhões por mês com a greve dos auditores fiscais do Tesouro.
Os
transportadores de cargas internacionais estão amargando um prejuízo de US$ 8
milhões por mês em função da paralisação dos auditores fiscais do Tesouro
Nacional. O cálculo é da NTC e da ABTI (Associação Brasileira dos
Transportadores Internacionais). Só em Uruguaiana (RS), fronteira com a
Argentina, há 650 caminhões no pátio da aduana e outros 300 no acostamento da
rodovia, à espera de liberação.
Segundo
o presidente da entidade, Geraldo Vianna, nas fronteiras do país com os demais
países sulamericanos passam cerca de 1.600 caminhões diariamente. Cada dia
parado representa um prejuízo de US$ 272 mil para os transportadores.
Os
auditores começaram a paralisar suas atividades na segunda semana de maio,
utilizando-se do recurso da operação-padrão (paralisação não declarada),
dizendo que estão apenas reduzindo a produtividade. De lá para cá eles já
realizaram mais de uma dezena de paralisações, o que levou a NTC e a ABTI a
solicitarem ao ministro da Fazenda, Antonio Paolocci, medidas para resolver a
situação, entre as quais a aplicação da Resolução 106/98 da Receita
Federal para liberação dos caminhões e fiscalização das cargas no destino.
Tensão - A situação está ficando tensa em Uruguaiana (RS), na fronteira com a Argentina, e já começam a ocorrer pequenos incidentes. Os motoristas estão cada vez mais impacientes com a espera para a liberação de seus veículos. E há motivos para isso. Boa parte deles enfrentou mais de 30 horas de viagem até chegar à fronteira e está há muitos dias sem contato com a família. Além disso, com seus veículos parados nos acostamentos das rodovias nas proximidades da fronteira, eles não dispõem de condições sanitárias adequadas nem segurança.
Fonte.: NTC.