Sobran camiones en la zafra... en Rio Grande do Sul Brasil.
La
noticia de que sobrarán camiones en la zafra de Río Grande do Sul tiene
consideraciones importantes, pues analiza las modificaciones que ha sufrido la
flota brasileña de camiones y la incidencia que estas tienen en el precio del
flete.
Las
preguntas serían ¿qué harán los camiones que sobren? y ¿que incidencia
tendrán en el flete internacional de granos?.
Desde
la Web de NTC en Brasil sigue la noticia en portugués.
Fuente:
Gazeta Mercantil, de fecha
11 de Marzo de 2004.
No Rio Grande do Sul deverá sobrar caminhões.
SÃO
PAULO - Com a esperada quebra da safra da soja no Sul do País, a tendência é
de queda do preço do frete agrícola no Rio Grande do Sul, avaliam
contratadores, transportadoras e os próprios caminhoneiros. O gerente de Logística
da Cooperativa Tritícola Mista Alto Jacuí Ltda (Cotrijal), Ernildo Dalazen,
conta que, em abril do ano passado, no pico da safra, os valores chegaram a R$
80 a tonelada no trecho entre a cidade de Não-Me-Toque e o Porto de Rio Grande.
"Com
a redução na safra no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Mato Grosso devem
sobrar caminhões e o preço vai ficar entre R$ 65 e no máximo R$ 80", diz
Dallazen, que só não utiliza mais ferrovia pela falta da disponibilidade de
vagões. Segundo ele, o frete ferroviário é normalmente entre 10% e 15% mais
baixo em relação ao caminhão. Mas não é apenas a queda da safra que vai forçar
o recuo do frete. "Todo mundo se preparou para ganhar dinheiro na safra.
Com isso, as carretas comuns estão sendo substituídas por bitrens e rodotrens.
Enquanto uma carreta comum tem capacidade para 30 t, um rodotren transporta 54 t
e um bitren 40 t. Isso pressiona o preço para baixo", analisa o gerente
operacional da Transportes Rodoviários Giovanella Ltda, Rubens Fraborti,
acrescentando que o aumento da armazenagem também contribui para a tendência.
A Giovanella, de Estrela, na região do Vale do Taquari, utiliza 150 de sua
frota de 500 caminhões para o transporte de grãos. A empresa tem um contrato
com a Bunge.
Outro fator que vai colaborar para achatar o frete no Sul é o início da operação de um terminal de grãos da Cooperativa Central Gaúcha de Leite (CCGL) no Rio Taquari, em Taquari (RS). O presidente dos terminais Tergrasa e Termasa da CCGL no Porto de Rio Grande, Caio Cezar Vianna, diz que a meta é escoar por via fluvial 1 milhão de t de soja, evitando cerca de 400 quilômetros que teriam de ser feitos por estradas. A CCGL, controlada por 19 cooperativas gaúchas, investiu R$ 1 milhão no terminal do rio Taquari, que deve ser inaugurado em duas semanas.
Vianna entende que o frete poderia ser ainda menor. "Temos cerca de 40 quilômetros da BR-392 entre Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista que estão intransitáveis. E é por ela que passa 70% da soja que é escoada por rodovias até o Porto de Rio Grande. Com isso, os caminhoneiros estão fazendo um caminho alternativo, com 90 quilômetros a mais", diz.
"Só o frete não sobe. Do ano passado até agora cada pneu passou de R$ 700 para R$ 1,2 mil", lembra José Veronez, diretor do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários (Sindicam).-
ITPC Tomado de la Web de NTC Brasil.